Na manhã desta segunda-feira (19), a vereadora Sol de Verão realizou fiscalização no Mercado Municipal de Jaru, também conhecido como Centro Comercial Urbano e antiga Rodoviária dos Colonos. A ação teve como objetivo esclarecer por que o espaço permanece fechado, mesmo após a conclusão da obra, o recebimento oficial pela Prefeitura e o pagamento de mais de R$ 1,3 milhão em recursos públicos.
O local, tradicionalmente utilizado por comerciantes, moradores da zona rural e famílias jaruenses, segue sem funcionamento, apesar de a obra estar oficialmente entregue desde junho de 2025.
Durante a fiscalização, a vereadora apresentou informações documentadas. Em 2022, a primeira empresa contratada para execução da obra foi a Construterra, que recebeu R$ 470.463,22, mas não concluiu os serviços.
Em 2024, uma nova licitação foi realizada, e a obra passou a ser executada pela Construtora Paraíso, que finalizou os trabalhos, com pagamentos que somaram R$ 843.841,74. Ao todo, mais de R$ 1,3 milhão já foi desembolsado com recursos públicos para a construção do Mercado Municipal.
Conforme documentos oficiais, a obra foi concluída e recebida formalmente pela Prefeitura de Jaru em 11 de junho de 2025, com termo de recebimento devidamente assinado. Mesmo assim, em 2026, o prédio permanece fechado, sem cumprir sua função social e econômica.
Durante a fiscalização, a vereadora chamou atenção para o contraste entre a obra finalizada e a ausência de funcionamento: “Os documentos mostram que a obra foi entregue e recebida. O que não está claro é por que esse espaço continua fechado. A população tem o direito de saber se isso é falta de planejamento ou se o funcionamento está sendo adiado para coincidir com o período eleitoral”, questionou Sol de Verão.
Outro ponto levantado foi que, apesar da obra ter sido entregue em junho de 2025, a Prefeitura só abriu licitação para aquisição de aparelhos de ar-condicionado em 1º de dezembro de 2025, o que inviabilizou o início imediato das atividades.
Em 17 de dezembro de 2025, o secretário municipal de Administração, Finanças e Orçamento, Igor Batista Zanol, homologou e adjudicou como vencedora a empresa Manaós Construções e Terraplenagem Ltda., responsável pelo fornecimento dos equipamentos, em contratação que ultrapassa R$ 1 milhão.
A vereadora destacou ainda que, até o momento da fiscalização, o contrato dessa contratação não foi localizado nos meios oficiais, como determina a Lei da Transparência, o que gera preocupação e reforça a necessidade de esclarecimentos por parte da gestão.
“Quando um contrato público não está disponível para consulta, isso precisa ser questionado. Transparência não é escolha, é obrigação legal”, destacou.
Segundo Sol de Verão, a situação impacta diretamente comerciantes, produtores da zona rural e toda a cidade, que seguem sem acesso a um espaço que deveria gerar renda, movimento e desenvolvimento econômico.
Ao final da fiscalização, Sol de Verão reforçou que o papel do mandato é acompanhar, cobrar e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos com base em documentos, dados e fatos.
“Documento não tem lado político. Jaru não pode se acostumar com obra pronta que não funciona. A população merece respostas”, concluiu.