O Tribunal do Júri da Comarca de Jaru condenou, após mais de 12 horas de
julgamento realizadas nesta quinta-feira (22), José Carlos de Souza a 30 anos de
prisão pelo assassinato de Ângela Vieira dos Santos.
Além da pena privativa de
liberdade, também foi fixada indenização no valor de R$ 100 mil, conforme pedido
apresentado pelo Ministério Público de Rondônia.
A sessão foi presidida pelo juiz Haroldo de Araújo Neto, cuja condução dos trabalhos
foi destacada pelos presentes durante o julgamento.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Fabiano Marques da Silva Santos,
com atuação dos assistentes de acusação Hemmyllye Monjardim, Karla Perilo e
Anderson Anselmo. A atuação do Ministério Público e da assistência de acusação foi
amplamente elogiada pela firmeza, sensibilidade e condução técnica apresentada ao
longo do júri.
O julgamento mobilizou a população jaruense e contou com presença expressiva do
público no plenário ao longo de todo o dia. Muitas pessoas compareceram vestidas de
preto em demonstração de solidariedade e como forma de manifestação contra a
violência praticada contra mulheres.
Também estiveram presentes representantes da Procuradoria Especial da Mulher da
Câmara Municipal de Jaru e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Jaru.
A vereadora Sol de Verão acompanhou o julgamento e reforçou a importância do
enfrentamento à violência contra a mulher, pauta que integra sua atuação pública e
política.
Apesar do forte clamor por justiça, o julgamento também foi marcado pelo aspecto
humano que envolve casos dessa natureza. Familiares do réu, conhecidos há décadas na
comunidade rural do município, acompanharam a sessão em meio à comoção provocada
pela tragédia.
O caso evidenciou não apenas a necessidade de responsabilização criminal em crimes
dessa natureza, mas também os impactos profundos que situações assim deixam em
todas as famílias envolvidas.
